quinta-feira, 12 de junho de 2008

1.CONCEITOS E DISCUSSÕES: INTERFERÊNCIAS DA
INDÚSTRIA CULTURAL SOBRE O HOMEM

A Indústria cultural se faz presente na vida dos indivíduos desde muito cedo. Ela está diretamente ligada aos indivíduos, exercendo assim grande influência sobre a vida daqueles que fazem uso dos seus produtos. Induzir atitudes bem como tornar pessoas alienadas são fatores que merecem destaque quando o assunto é analisado.
Adorno (1978) acredita que a Indústria Cultural “força a união dos domínios separados há milênios da arte superior e da arte inferior”. Acrescenta-se a isto, o fato de que alguns autores imprimem à Indústria Cultural a responsabilidade de criadora dos bens culturais, além de vender e divulgá-los a um grande número de pessoas. Estes bens utilizarão tanto elementos de uma cultura superior quanto de uma cultura inferior.
Convém ressaltar também o papel dos meios de comunicação de massa como propagadores da Indústria Cultural. Segundo Puterman (1994):

Os efeitos dos meios de comunicação seriam portanto, positivos e negativos; positivos na medida em que ampliavam as possibilidades de divulgação de uma mensagem além de círculos restritos de indivíduos; negativos porque agiriam de maneira a diminuir a ação das faculdades do homem (p 30).


1.1 A INDÚSTRIA CULTURAL NA CONSTRUÇÃO DE HÁBITOS E COSTUMES

A Indústria Cultural utiliza mecanismos de atração a certos tipos de práticas, além de induzir a alienação, impedindo o desenvolvimento da criticidade. Desse modo, “cria a ilusão de que todos têm acesso aos mesmos bens culturais, cada um escolhendo livremente o que deseja” (CHAUÍ, 2002, p.157). Aliado a isto, encontram-se os inúmeros exemplos que permitem os indivíduos serem levados por um mercado consumista. Desse modo, provocar o desejo por adquirir bens, como o celular de última geração e a idéia de utilizar o melhor sabão em pó são exemplos visíveis de como a população se deixa levar por artifícios e padrões impostos, preocupando-se muito pouco com os efeitos alienantes em que ela está exposta.

domingo, 8 de junho de 2008

A Estética e a Indústria Cultural

O corpo no Brasil se tornou mais um produto de valor mercadológico. Para o capitalismo, modelos, atrizes, jornalistas, apresentadores de programa de auditório,dentre outros que trabalham nos meios midiáticos, não levam à sociedade apenas informações, entretenimento, lazer e cultura; junto com essa gama de conhecimento, estas pessoas cumprem o papel de movimentar toda uma indústria cultural. É com base neste contexto de informação a qual apresentamos que buscaremos demonstrar como esses meios se inserem na difusão dessas ideologias, quais são as conseqüências e à quem serve essa busca incessante da beleza perfeita.
A televisão no contexto social brasileiro é um dos meios de comunicação que mais atua efetivamente na construção e desconstrução de comportamento da população. Ela consegue atingir das crianças aos adultos, das classes mais baixas ao topo da pirâmide social. O papel da televisão, do cinema, das revistas e demais meios são de incomensurável importância para a integração e disseminação dos diversos mecanismos que regem o mundo, como economia, política, educação e outros segmentos que formam uma corrente para manter a organização social.

A sociedade não deve se atrelar as lógicas de estética ou beleza que são disseminadas pela mídia como se ele fosse perfeita e absoluta. O conceito de belo se relativiza a cada tempo e se define também na visão de cada pessoa. Portanto, ficar martirizando o corpo sem analisar os riscos e as conseqüências para se alcançar determinados padrões estéticos, é uma atitude paulatinamente irracional. É querer mudar a própria essência da natureza.
É um atentado contra os princípios éticos e morais do próprio ser. Precisamos extrair esse câncer emocional de nossa mente. Elogiar as pessoas desde a mais tenra infância à fase adulta, dando – lhes condições para que analisem a beleza física e intelectual de quem está à sua volta e a de si mesmo. Pois, a beleza esta nos olhos de quem a observa.

sábado, 7 de junho de 2008

O Tropicalismo como ruptura e inovação!

O Tropicalismo, surgido na segunda metade da década de 60, propunha uma modernização no campo da música brasileira através da antropofagia de tudo o que já tinha sido produzido até então, dando um toque especial de nacionalidade.
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
,Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Sob a liderança de um jovem cantor e compositor baiano, Caetano Veloso,o Tropicalismo mostrava-se,sem temer a reação do público ouvinte.O talento e irreverência de Caetano haviam “sacudido a poeira” da nossa música e da crise de criatividade em que ela se encontrava. Alegria,Alegria representou um divisor de águas,e foi o marco inicial de uma nova era musical no Brasil!!!
Devorávamos as influências estrangeiras para reinterpretá-las e reelaborá-las segundo nossos padrões, necessidades e interesses,num processo verdadeiramente criador,de "pura" nacionalidade!!!
Viva Caetano!Viva Gil!Nossos heróis pioneiros da inovação da MPB!!!