domingo, 8 de junho de 2008

A Estética e a Indústria Cultural

O corpo no Brasil se tornou mais um produto de valor mercadológico. Para o capitalismo, modelos, atrizes, jornalistas, apresentadores de programa de auditório,dentre outros que trabalham nos meios midiáticos, não levam à sociedade apenas informações, entretenimento, lazer e cultura; junto com essa gama de conhecimento, estas pessoas cumprem o papel de movimentar toda uma indústria cultural. É com base neste contexto de informação a qual apresentamos que buscaremos demonstrar como esses meios se inserem na difusão dessas ideologias, quais são as conseqüências e à quem serve essa busca incessante da beleza perfeita.
A televisão no contexto social brasileiro é um dos meios de comunicação que mais atua efetivamente na construção e desconstrução de comportamento da população. Ela consegue atingir das crianças aos adultos, das classes mais baixas ao topo da pirâmide social. O papel da televisão, do cinema, das revistas e demais meios são de incomensurável importância para a integração e disseminação dos diversos mecanismos que regem o mundo, como economia, política, educação e outros segmentos que formam uma corrente para manter a organização social.

A sociedade não deve se atrelar as lógicas de estética ou beleza que são disseminadas pela mídia como se ele fosse perfeita e absoluta. O conceito de belo se relativiza a cada tempo e se define também na visão de cada pessoa. Portanto, ficar martirizando o corpo sem analisar os riscos e as conseqüências para se alcançar determinados padrões estéticos, é uma atitude paulatinamente irracional. É querer mudar a própria essência da natureza.
É um atentado contra os princípios éticos e morais do próprio ser. Precisamos extrair esse câncer emocional de nossa mente. Elogiar as pessoas desde a mais tenra infância à fase adulta, dando – lhes condições para que analisem a beleza física e intelectual de quem está à sua volta e a de si mesmo. Pois, a beleza esta nos olhos de quem a observa.

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